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Teoria da escola dualista

03/08/2010


Principal Obra – L´École Capitaliste (1971). C. Baudelot e R. Establet

A tese é que a escola está em dividida em duas grandes redes, as quais correspondem da sociedade capitalista em duas classes fundamentais, a burguesia e o proletariado.

“Considerando que o proletariado possui uma força autônoma e forja na pratica da luta de classes suas próprias organizações e sua própria ideologia, a escola tem por missão impedir o desenvolvimento da ideologia do proletariado e a luta revolucionaria. Para isso ela é organizada pela burguesia como um aparelho separado da produção. […] ela qualifica o trabalho intelectual e desqualifica o trabalho manual, sujeitando o proletariado à ideologia burguesa sob um disfarce pequeno-burgues. […] A escola é longe de ser um instrumento equalização social, é duplamente um fator de marginalização: converte os trabalhadores em marginais, não apenas por referencia à cultura burguesa, mas também em reação ao próprio movimento proletario, buscando arrancar do seio desse movimento (colocar a margem dele) todos aqueles que ingressarem no sistema de ensino.” (Saviani, 2007 p. 27-28)

Primária profissional – (PP) – Para os que constituem as classes dominadas.

Conteúdo: Dominado pelas noções adquiridas no ensino primário, sempre revistas e repetidas; ligada ao concreto.

Conteúdos culturais: Recebem a mesma cultura mas de forma degradada, empobrecida, vulgarizada – o que dá à ideologia SS o caráter dominante. Se submetam à ideologia dominante.

Secundária Superior (SS) – Reservadas para os filhos da classe dominante.

Conteúdo: São uma preparação para o ensino superior; preserva a abstração.

Conteúdos Culturais: Se consome a cultura própria da classe dominante; prepara os futuros agentes intérpretes dessa ideologia.

“O crescimento das possibilidades de escolarização de todas as classes sociais não mudou a distribuição de probabilidade para alcançar os níveis mais elevados de ensino, de acordo com as diferentes classes sociais.” (Gadotti, 2006 p. 189)

“A linguagem desempenha um papel importante na divisão e na discriminação. São os alunos das classes populares que têm maiores problemas na leitura e escrita, logo na primeira série. A escola reforça apenas a linguagem burguesa, a “norma culta”, desconsiderando as práticas lingüísticas das crianças e pobres.” (Gadotti, 2006 p. 190)

Eles não encaram a escola com o palco da luta de classes (Diferente de Althusser), assim a escola seria apenas um instrumento da burguesia na luta ideológica. A escola não é vista de forma que ela constitua num instrumento de luta do proletariado, uma vez que a ideologia proletária adquire sua forma acabada no seio das massas e organizações operárias, não se cogita em utilizar a escola como meio de difundir a referida ideologia.

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