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Teste da Orelhinha

03/10/2010

O ouvido do bebê começa a se desenvolver ainda no útero da mãe, e por ser um órgão muito sensível, pode sofrer danos. Uma audição normal é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e do aprendizado escolar. A audição é um dos sentidos mais importantes, pois permite a aquisição da linguagem oral.

Um teste simples feito 48 horas após o nascimento do bebê pode detectar se ele tem algum problema auditivo e evitar problemas na fala e no aprendizado da criança. A avaliação é rápida, indolor e importante para toda a vida da pessoa.
Conhecido popularmente como teste da orelhinha, este teste é uma parte do processo de identificação da surdez. Pode ser dividido em duas partes: um teste comportamental e um teste eletrofisiológico.

O teste comportamental é feito com um instrumento chamado agogô – procura-se então que ocorra o reflexo cocleo-palpebral do bebê (piscar). Já o teste eletrofisiológico é feito por meio de um exame chamado “Emissões otoacústicas”, em que é colocada uma pequena sonda na orelha do bebê, fazendo com que o aparelho capte as emissões otoacústicas.

O teste é rápido e indolor e o bebê só precisa estar bem quietinho (ou até dormindo).Pode acontecer do bebê não passar na primeira testagem – nesse caso, ele deve ser agendado para um novo teste.

Além disso, existem alguns fatores considerados de alto risco para a surdez, para os quais é sugerido um monitoramento da audição do bebê. Dentre esses indicadores, destacam-se:

• Casos de surdez na família;• Infecções durante a gestação, como toxoplasmose, sífilis, citomegalovírus congênito, herpes e rubéola;• Malformações na orelha;
• Medicamentos ototóxicos (aminoglicosídeos);• Apgar baixo ao nascimento (menor do que 4 no 1º minuto e menor que 6 no 5º minuto);• Deficiências auditivas em conjunto com algumas síndromes;• Uso de drogas e bebidas alcoólicas durante a gestação;
• Parentesco entre os pais;• Mãe que tomou a vacina da rubéola e engravidou nos três meses seguintes à vacinação;• Diabetes durante a gestação.
O teste da Orelhinha existe desde os anos 90, mas até hoje poucas maternidades públicas brasileiras realizam o exame, mesmo com a vigência de leis dispondo sobre a obrigatoriedade. Hoje, cerca de 150 locais em 19 estados realizam a triagem auditiva. O problema é que, dessas unidades, só 20 são maternidades públicas.

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